Guillain Barré - Uma Síndrome Silenciosa
Telmo Frias tinha 56 anos quando de repente, de um dia para o outro, deixou de sentir os pés.
A sua esposa, Manuela Frias, obrigou-o a ir ao hospital, mesmo contra a vontade dele. Lá foi lhes dito os sintomas correspondiam a um princípio de AVC, por isso foi envido para casa, com a devida medicação.
Porém, no dia seguinte percebeu que a estava a começar de não sentir as pernas, por isso voltou ao hospital, onde acabou por ficar internado durante 6 messes, 4 dos quais em coma induzido.
No primeiro mês, os médicos realizavam testes atrás de testes para poder dar à familia um diagnóstico, e assim acalmar os nervos dos seus entes queridos.

Telmo Frias e Safira, Beatriz Frias, 2024
Quando Telmo Frias foi transferido para o Centro de Reabilitação, foi dito à sua familia que ele não voltaria a andar.
Contudo, Telmo voltou a andar, com muito esforço da parte dele. No início utilizava muletas, mas com o tempo foi melhorando e atualmente apenas utiliza as talas.

As talas que ainda usa, Beatriz Frias, 2024
E como as coisas más nunca vem sozinhas, após estar em casa, Telmo fez uma polissonografia onde descobriram que o seu coração numa só noite "parou" 52 vezes. Depois deste teste foi-lhe diagnosticado Apneia do sono.

Máscara que Telmo usa para dormir, Beatriz Frias, 2024
E no estacionamento do prédio foi adicionado uma vaga prioritária.

Vaga reservada, Beatriz Frias, 2024
Agora, a maior parte dos seus dias são passados com a Safira, a sua cadela.

Telmo Frias e Safira, Beatriz Frias, 2024

Telmo Frias, Beatriz Frias, 2024
Foi apenas no segundo mês que descobriram o que havia de errado com Telmo.
Ele tinha Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que pode levar à danificação da mielina, camada isolante dos nervos ou nos nervos periféricos, à degeneração dos axónios - a parte do nervo responsável pela condução dos impulsos nervosos.
Após acordar do coma induzido foi transferido para o Centro de Reabilitação Rovisco Pais em Aveiro, onde esteve durante 5 meses a reaprender a andar, comer, escrever e até mesmo desenhar.

As muletas que usava, Beatriz Frias, 2024
Esta síndrome deixou sequelas na sua vida. hoje em dia tem de tomar bastantes comprimidos, muitos deles para combater as dores e o cansaço que sente num dia que para nós seria um dia calmo.

Os comprimidos que toma, Beatriz Frias, 2024
O prédio onde vive Telmo teve de sofre algumas alterações para acomodar esta nova faze da sua vida: nas escadas foi adicionado um novo corrimão.

O novo corrimão do lado direito, Beatriz Frias, 2024
Atualmente, Telmo está reformado com 83% de invalidez.

Telmo Frias, Beatriz Frias, 2024